segunda-feira, 7 de junho de 2010

Relatório do Ministério da Defesa de Israel sobre a entrada de suprimentos na Faixa de Gaza no período de 30 de Maio a 05 de Junho de 2010.

484 carretas com o total de 12.413 toneladas de ajuda passaram para Gaza através das pasagens Erz, Karni e Kerem Shalom

Erez
192 Integrantes de ONGs e funcionários de organizações internacionais entraram em Israel.
213 agentes de organizações internacionais entraram na Faixa de Gaza.
373 pacientes e acompanhantes cruzaram para Israel.
Karni Conveyor
131 Caminhões (5.037 toneladas) foram enviados para a Faixa de Gaza.
Kerem Shalom
353 caminhões (7.376 toneladas) foram importados para a Faixa de Gaza.
994.026 litros de Diesel para estações de energia foram transferidos.
748 toneladas de gás de cozinha foram transferidos.
44.500 litros de gasolina foram transferidos.
43 mil litros de combustível Diesel para o transporte foram transferidos.

Lista de Mercadorias Transferidas para a Faixa de Gaza
Produto
Caminhões
Produtos Alimentícios
Óleo de Cozinha
17
Leite em pó e comida para bebé
1
Arroz
3
Legumes
2
Trigo
31
Frutas e Vegetais
41
Produtos de carne, frango e peixe
21
farinha
32
Laticínios
35
Ração Animal
80
Sal
4
Açucar
26
Mistura de Produtos Alimentícios
46
Produtos de Higiene
26
Medicamentos e equipamentos médicos
8
Insumos para Agricultura
15
Cimento
2
Ferro
1
Roupas e calçados
39
Agregados
20
Produtos humanitários essenciais
34
Caminhões carregados
484
Peso Total (toneladas)
12.413
Transportados pelos Corredores Para Gaza
Data
Kerem Shalom
Karni Conveyor
Caminhões carregados
Peso Total (toneladas)
30/05/2010
99
-
99
2129
1/06/2010
64
-
64
1460
2/06/2010
83
131
214
6.640,5
3/06/2010
107
-
107
2184
Total
353
131
484
12.413,5
Transferência de combustível
Mercadorias / Data
30/05/2010
31/05/2010
1/05/2010
2/05/2010
3/05/2010
Total semanal
Gasolina
0
0
0
0
44.500
44.500
Diesel para transporte
0
0
0
0
43.000
43.000
Diesel para estações de Força (litros)
300.000
0
161.000
247.026
236.000
944.026
Gás de Cozinha (Toneladas)
199
0
174
176
199
748

Os "pacifistas" da Flotilla

Comunicado do porta-voz da Força de Defesa Israelense

Os seguintes passageiros a bordo do Marmara Mavi são conhecidos por seu envolvimento em atividades terroristas. O Marmara Mavi tentou quebrar o bloqueio marítimo à Faixa de Gaza na segunda-feira, 31 de maio de 2010, e foi abordado pelas forças da Marinha de Israel.
Fátima Mahmadi (nascida em 1979), residente nos Estados Unidos e de origem iraniana, é um membro ativo da organização "Viva a Palestina". Ela tentou contrabandear componentes eletrônicos proibidos (que podem ser usados para a confecção de bombas) para a Faixa de Gaza.

Ken O'Keefe (nascido em 1969), cidadão americano e britânico, é um ativista anti-Israel radical e agente da organização terrorista Hamas. Ele tentou entrar na Faixa de Gaza com a finalidade de formar e treinar uma unidade de comando para a organização terrorista palestina.
Hassan Iynasi (nascido em 1982), cidadão turco e ativista de uma organização de caridade Turca, é conhecido por fornecer apoio financeiro para a organização terrorista palestina Jihad Islâmico.
Hussein Urosh, um cidadão turco e ativista da organização IHH, estava indo para a Faixa de Gaza com o objetivo de ajudar no tráfico de pessoal técnico da Al-Qaeda, através da Turquia para a Faixa de Gaza.
Ahmad Umimon (nascido em 1959) é um cidadão francês de origem marroquina e agente da organização terrorista Hamas.

Sucesso na internet o vídeo sátira do flotilla, mais de 1.000.000 de visitas

domingo, 6 de junho de 2010

Esses Judeus Problemáticos


Retirado da RUA JUDAICA

Por: Charles Krauthammer
The Washington Post – 04. junho. 2010


O mundo está indignado com o bloqueio de Gaza por Israel. A Turquia denuncia a sua ilegalidade, a desumanidade, a barbárie, etc. Os suspeitos de praxe que participam da ONU o Terceiro Mundo e a Europa se juntam. A administração Obama treme.

Mas como escreve Leslie Gelb, que é o ex-presidente do Conselho de Relações Exteriores, o bloqueio não é apenas perfeitamente racional, mas é perfeitamente legal. Gaza está sob o domínio do Hamas que é inimigo autodeclarado de Israel – e esta autodeclaração é acompanhada por mais de 4.000 foguetes disparados contra civis que moram em território israelense.
Muito embora se comprometendo e se empenhando numa incessante beligerância, o Hamas reivindica ser a vítima, mesmo quando Israel impõe um bloqueio para impedir que esse mesmo Hamas se arme ainda com mais foguetes. Na II Guerra Mundial, com uma legalidade internacional completa, os Estados Unidos mantiveram o bloqueio para a Alemanha e o Japão. E em outubro de 1962, durante a crise dos mísseis, os EUA colocaram em prática o bloqueio ("quarentena") de Cuba. Navios russos com armas que seriam entregues para Cuba voltaram porque os soviéticos sabiam que a marinha americana os abordaria ou iria afundá-los. No entanto, Israel é acusado de ser um criminoso internacional por fazer exatamente o que John Kennedy fez: por em prática um bloqueio naval para impedir que um Estado hostil adquira armamentos letais.
Oh, mas os navios que iam para Gaza não estavam numa missão de ajuda humanitária? Não. Caso contrário, teriam aceitado a oferta de Israel para que levassem o que transportavam para um porto israelense para inspeção relativa a materiais militares e o restante transportado por Israel para Gaza – pois todas e a cada semana 10 mil toneladas de alimentos, remédios e outros suprimentos humanitários são enviados por Israel para Gaza. Então porque essa oferta foi recusada? Porque, como a própria organizadora Greta Berlin admitiu o objetivo da flotilha não era o socorro humanitário, mas sim a quebra do bloqueio, ou seja, o término das inspeções por Israel, o que na prática significaria a navegação ilimitada para Gaza e, portanto, o fornecimento ilimitado de armamentos para o Hamas.
Israel já interceptou por duas vezes navios pesadamente carregados de armas iranianas destinadas ao Hezbollah e para Gaza. Que país permitiria isso? Mas ainda mais importante, por que Israel ainda tem que utilizar o bloqueio? Porque, o bloqueio é uma forma de defesa no mesmo momento que o mundo deslegitima o direito de Israel de se defender – de forma antecipada e pró- ativa.
(1) Defesa antecipada: Por ser um pequeno país densamente povoado cercado por países hostis, Israel durante mais da metade de um século adotou este tipo de defesa – lutando as guerras em território inimigo (como no Sinai e Colinas de Golã), e não no seu próprio território. Sempre que possível (o Sinai, como um bom exemplo), Israel trocou territórios por paz. Mas quando as ofertas de paz foram recusadas, Israel manteve espaços como zonas tampão de proteção. Assim, Israel manteve uma pequena faixa do sul do Líbano para a proteção das cidades do norte de Israel. E sofreu muitas perdas na Faixa de Gaza para que as cidades fronteiriças israelenses não fossem expostas aos ataques terroristas palestinos. E, pelos mesmos motivos que a América trava uma árdua guerra no Afeganistão: Você luta com eles lá, então você não terá que lutar com eles aqui. Mas, sob uma pressão externa esmagadora, Israel está desistindo. Aos israelenses foi dito que as ocupações não eram somente ilegais, mas eram a causa das revoltas anti-Israel e, portanto, a retirada, que seria o motivo, traria a paz.

Terra por paz. Lembram-se? Bem, durante a última década, Israel entregou terras – evacuou o sul do Líbano em 2000 e deixou Gaza em 2005. O que conseguiu ? A intensificação da beligerância, a intensa militarização do lado inimigo, muitos seqüestros, ataques que atravessam as fronteiras e, lançados de Gaza, anos de implacáveis ataques de foguetes.

(2) Defesa pró-ativa: Israel, então teve que mudar para uma defesa ativa – ações militares para impedir, desmantelar e derrotar (emprestando a descrição do presidente Obama para a campanha dos EUA contra os Talibãs e a al-Qaeda) contra os mini-estados terroristas e pesadamente armados localizados no sul do Líbano e em Gaza depois que Israel se retirou. Quais foram os resultados? A guerra do Líbano em 2006 e ataques lançados de Gaza entre 2008 a 2009. E mais uma avalanche de calúnias pela mesma comunidade internacional que havia exigido as retiradas israelenses com o propósito de terras x paz. E o pior, o relatório Goldstone da ONU, que basicamente criminalizou a operação defensiva de Israel na Faixa de Gaza, enquanto encobriu o ‘casus belli’ – os pesados ataques com foguetes pelo Hamas que precederam a operação – e que efetivamente deslegitimou qualquer defesa pró-ativa por parte de Israel contra os seus autodeclarados inimigos que utilizam o terror. (3). Defesa passiva: Sem a defesa antecipada ou defesa pró-ativa para Israel somente é permitida a forma mais passiva e benigna de todas as defesas - um bloqueio para simplesmente impedir o rearmamento do inimigo. No entanto, nesse exato momento que falamos também está sendo deslegitimado pelas organizações internacionais. Mesmo os Estados Unidos agora está tendendo para que o mesmo seja abolido.

Mas, se nenhum destes pontos são permitidos, o que resta?

Ah, mas esse é o ponto. É o ponto que a flotilha rompe-bloqueio com inocentes úteis e simpatizantes do terror, pela organização testa-de-ferro turca que a financiou, pelo coro automático anti-Israel do Terceiro Mundo nas Nações Unidas e pelos preguiçosos europeus que não mais querem saber do problema judaico.

O que mais resta? Nada. O ponto central desta campanha implacável internacional é privar Israel de qualquer forma legítima de autodefesa. Por que, na semana passada, a administração Obama se juntou aos chacais, e inverteu uma prática de quatro décadas seguida pelos EUA, assinando um documento de consenso que coloca o foco em Israel por possuir armas nucleares? – e assim deslegitimar a última linha defesa de Israel: a dissuasão. É, parece que o mundo está cansado desses judeus incômodos, 6 milhões - esse número mais uma vez – ao lado do Mediterrâneo, a cada convite se recusando ao suicídio nacional. E por isso são incansavelmente demonizados, restritos a guetos e impossibilitados de se defenderem, até mesmo quando os mais empenhados anti-sionistas – o Irã, em particular - abertamente prepara uma solução mais definitiva.


letters@ charleskrauthammer.com

© 2010 The Washington Post Company



7º navio da flotilha foi interceptado sem incidentes.


(Comunicado pelo porta-voz da IDF e da porta-voz do MFA)

Comandos navais israelenses embarcaram no navio que tentava quebrar o bloqueio marítimo a Faixa de Gaza. De acordo com relatos, não houve violência ou lesões entre os soldados ou a tripulação sem nenhum uso da força e nenhum tiro disparado.
Pouco antes das 18h30, o navio atracou no porto israelense de Ashdod. Dezenove pessoas estavam a bordo do barco, incluindo oito membros da tripulação. Todos eles serão transferidos para a custódia das autoridades competentes do Ministério do Interior. A carga encontrada a bordo será transferida para a Faixa de Gaza após inspecções de segurança.

Porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros:

Ao longo dos últimos dias, o Estado de Israel repetidamente clama aos ativistas a do "navio de Rachel Corrie", oferecendo a eles descarregarem a carga no porto de Ashdod para que seja transferida para o ponto de passagem em Gaza - acompanhada por representantes dos ativistas e do Governo da Irlanda.

Esta oferta foi formulada nos contatos entre os Governos de Israel e Irlanda. Ifelizmente os militantes rejeitaram esta oferta e, conseqüentemente, a marinha israelense embarcou no navio redirecionado para porto Ashdod.

A operação foi realizada de forma pacífica, sem incidentes, como foi o caso de cinco dos seis navios da frota anterior.

A carga do "Rachel Corrie” será descarregada em Ashdod. Os ativistas a bordo do navio serão tratados pelas autoridades de imigração de Israel sendo levados para seu país de origem o mais rapidamente possível.

Durante a manhã uma força naval identificou o navio e, como fez anteriormente, emitiu várias chamadas para que se direcionasse para Ashdod e transferisse as mercadorias através da passagem após inspeção. Os apelos foram ignorados e ficou claro que o barco destináva-se a chegar às costas de Gaza. A marinha de Israel contactou o barco e esclareceu mais uma vez que a Faixa de Gaza está sob bloqueio do transporte marítimo e devido aos riscos de segurança na área, não seria autorizado a entrar.

Com o respeito dos membros da tripulação, a força naval embarcou no navio sem incidentes sob o comando do Comandante da Marinha de Israel, o vice-almirante Eliezer Marom, dirigiu-se ao porto de Ashdod.

Qualquer organização ou país que desejem transferir ajuda humanitária para a Faixa de Gaza pode fazê-lo legalmente, via terrestra com coordenação com as autoridades competentes, como é feito em uma base diária próxima.

O fechamento da Faixa de Gaza impede o contrabando de armas para a organização terrorista Hamas e garante a segurança dos navios que viajam na área.

Note-se que o Hamas tem se recusado a permitir a entrada de qualquer dos auxílios efetuados pelos outros seis navios da flotilha na Faixa de Gaza até agora. Cinco dias se passaram desde que os caminhões foram carregados com a carga e estavam prontos para entrar em Gaza.

As regras internacionais de guerra permitem a captura de navios antes da sua efetiva violação de um bloqueio naval.

As declarações por parte dos organizadores da frota e as suas reações às mensagens que foram transmitidas a eles durante a sua abordagem mostram claramente que eles tinham a intenção de romper o bloqueio naval, permitindo as medidas tomadas pelas forças militares israelenses.

No sábado, a Marinha de Israel transmitiu a seguinte mensagem para o navio flotilha 7 através de transmissão por rádio:

"Esta é a marinha israelense. Está se aproximando uma área de hostilidades, que está sob um bloqueio naval. A área de Gaza, região litorânea e porto de Gaza estão fechadas a todo o tráfego marítimo. O governo israelense promove a entrega de suprimentos de ajuda humanitária à população civil da Faixa de Gaza e convida-o a entrar no porto Ashdod. A entrega dos fornecimentos, em conformidade com os regulamentos das autoridades será feito através da via formal de terra e sob a sua observação, após os quais vocês podem retornar às suas casas a bordo de navios em que vocês chegaram. "

Os organizadores do navio optaram por ignorar o convite para atracar no porto de Ashdod, onde a carga pode ser descarregada e transferida para a Faixa de Gaza após inspecção.

A partir de 12:00, 05 de junho de 2010, a Marinha israelense teve quatro pedidos recusados pela Linda (nome original do navio que foi renomeado como Rachel Corrie) para atracar em Ashdod, onde poderia descarregar materiais de sua ajuda e depois de uma inspecção de segurança todos os bens seriam transferidos para Gaza através das passagens terrestres.

sábado, 5 de junho de 2010

Iara Lee e Giora Balash: dois brasileiros

por Marcos Guterman

A cineasta Iara Lee, única brasileira a bordo da “Flotilha da Liberdade”, descreveu sua experiência durante a abordagem da Marinha israelense, em texto publicado pela Folha. Sem ter visto o confronto, ela fez suas deduções como se a tudo tivesse testemunhado. “Ouvi tiros e temi pela vida dos meus companheiros de viagem. Mais tarde vi os corpos sendo carregados para dentro. Podia esperar que os soldados atirassem para o ar, ou nas pernas das pessoas, mas em vez disso vi que tinham atirado para matar.”

A frase mostra que ela não viu os soldados atirando, apenas ouviu. Em seguida, viu os corpos de seus “companheiros” sendo carregados. Isso foi o suficiente para que ela denunciasse, com a firmeza de quem assistiu a tudo: “Vi que (os soldados) tinham atirado para matar”. O problema é que Iara Lee não viu nada, como ela mesma admite. Não viu, por exemplo, soldados israelenses sendo espancados e esfaqueados. Ela apenas ouviu tiros e tirou suas conclusões, contaminadas por sua militância. A equação, para ela, era simples: soldados israelenses + tiros + corpos de pacifistas desarmados = massacre premeditado.

Como cineasta, ofício em que a imagem é tudo, Iara Lee deveria saber bem a diferença entre ver e não ver alguma coisa. Para ela, porém, parece que basta acreditar em algo para que isso se torne verdade. Resta só o trabalho de recolher “evidências” para fundamentar a crença.

De todo modo, pelo menos Iara Lee sobreviveu para contar o que acha que viu. Deu mais sorte que outro brasileiro, Giora Balash, assassinado pelo Hamas num atentado a bomba numa pizzaria em Jerusalém, em 2001. Balash não sobreviveu para contar o que efetivamente viu: a cara do terror.

Tripulantes do Navio turco de ajuda humanitária dando boas vindas aos soldados de Israel com granadas, porretes e correntes

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Ódio a Israel ameaça palestinos

04/06/2010-08h03

Ódio a Israel ameaça palestinos

Como judeu, descendente de avós que perderam pais e irmãos no Holocausto nazista, é de embrulhar o estômago ver a guerra mundial contra Israel.

Nem um século se passou desde que o mundo observou passivamente Hitler e seus aliados exterminarem 6 milhões de judeus indefesos no coração da Europa, e o coro histérico e irracional contra os judeus voltou com força e abrangência. É o antissemitismo travestido de antissionismo.

Sim. Até Emir Sader sabe que não é possível distinguir o Estado judeu dos judeus. Odiando-se um, odeia-se os outros.

E os inimigos de Israel (dos judeus) deixam isso bem claro. Seja no (re)uso do acervo iconográfico antissemita clássico, como vemos nas charges na mídia oficial árabe e "progressista" europeia, seja no grito por boicotes à vibrante e independente academia israelense, que traz de imediato à memória os boicotes aos negócios de propriedade judaica nos primórdios da Alemanha nazista.

Que se conteste e proteste contra atos e políticas adotadas pelo governo de turno em Jerusalém, como os próprios israelenses não param de fazer desde antes de o Estado judeu ser oficialmente declarado por David Ben-Gurion, em 1948.

Mas suspeito, para dizer o mínimo, do tom de ódio indignado de parte importante da opinião pública (a mais vocal, mas não necessariamente a mais numerosa) em relação a tudo o que Israel faz.

Não se está aqui, obviamente, apoiando as mortes no barco com ativistas e militantes que rumava para Gaza. Mas o conflito no Oriente Médio é muito mais complexo do que maniqueísmos reducionistas e manipulações grosseiras. Estas só servem para enganar desavisados de boa-fé e promover extremistas de má-fé.

A guerra próxima não é entre israelenses e palestinos, mas entre os israelenses e palestinos que querem a paz contra os israelenses e palestinos que não querem a paz. O segundo grupo é minoria nos dois lados, mas consegue impor o conflito justamente porque sua complexidade dificulta tanto um acordo e o sangue já derramado fomenta tanto ódio e medo.

E há ainda a guerra mais distante que Israel trava contra o extremismo islâmico e seus apoiadores no mundo árabe-islâmico. O uso cínico que ditaduras opressoras como Irã e Síria faz da causa palestina, a eterna bucha de canhão de terceiros interesses no Oriente Médio, talvez seja hoje o principal combustível do conflito.

Israel retirou suas tropas do sul do Líbano em 2000 e desde então a região está tomada pela milícia terrorista extremista islâmica xiita Hizbollah, apoiada pelo eixo Damasco-Teerã. O Estado judeu retirou suas tropas da faixa de Gaza em 2005, e o grupo extremista terrorista islâmico sunita Hamas tomou o controle da região, apoiada pelo eixo Damasco-Teerã.

Servindo a seus patronos estrangeiros, Hizbollah e Hamas transformaram as regiões recém-desocupadas por Israel em bases de foguetes contra o país, o que levou a guerras sangrentas nos dois palcos e afastou ainda mais a possibilidade de paz.

Os palestinos precisam ter seu Estado, até o premiê nada moderado de Israel, Bibi Netanyahu, já o admitiu. Hostilizar Israel da forma com que os apoiadores cegos dos palestinos fazem só atrasa esse justo objetivo ao reforçar mais uma vez a ideia de que a discriminação contra os judeus segue muito viva.
Viva a tolerância. Não viva o ódio.

Sérgio Malbergier é jornalista. Foi editor dos cadernos Dinheiro (2004-2010) e Mundo (2000-2004), correspondente em Londres (1994) e enviado especial da Folha a países como Iraque, Israel e Venezuela, entre outros. Dirigiu dois curta-metragens, "A Árvore" (1986) e "Carô no Inferno" (1987). Escreve para a Folha.com às quintas.

Declaração do Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel Sobre o Navio Corie Rachel

COMUNICADO
Declaração do Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel
Navio Corie Rachel
 
 Gostaríamos de divulgar, mais uma vez, a mensagem que foi entregue tanto nos canais públicos como nos privados para o navio Corie Rachel, que segue em direção à Gaza:
 
"Nós não desejamos nenhum confronto. Nós não queremos embarcar no navio. Se o navio decidir seguir para o porto de Ashdod, iremos garantir a chegada segura e não embarcaremos.
 
Israel está preparado para receber o navio e para descarregar o seu conteúdo.
 
Depois de uma inspeção para garantir que nenhum armamento e material de guerra se encontram a bordo, estamos preparados para entregar todos os bens para Gaza.
 
Representantes dos participantes a bordo e das ONGs são convidados a acompanhar as mercadorias até a área de passagem para Gaza.
 
Vamos trabalhar com a ONU e organizações internacionais para assegurar que todos os bens sejam utilizados em benefício do povo de Gaza ".
 
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Departamento de Comunicação
Embaixada de Israel / Embassy of Israel